Olá Pessoal,
Já vimos para que serve o PHP, e o que precisamos para fazê-lo funcionar. Vamos agora adentrar no fantástico mundo da programação Server-Side, usando o PHP como linguagem principal. Todo mundo já está com o PHP funcionando direitinho, né? Ok, então vamos escolher um software para edição de código PHP. Muita gente usa o Dreamweaver como ferramenta de desenvolvimento HTML e CSS, e por isso acaba mantendo o hábito também para o PHP e outras linguagens. Bem, eu não uso o Dreamweaver. Alguns motivos práticos, outros éticos (não é interessante depender de uma ferramenta cuja licença é demasiado cara, me obrigando a pirateá-la) e alguns técnicos. Em resumo, dava pra escrever uma série de artigos sobre o porque não gosto do Dreamweaver, mas esse não é o foco do blog. Quer usar o Dreamweaver? Use. Não faz diferença pro andamento do minicurso. Agora, se quer começar com o pé direito, recomendo em primeiro lugar a minha opção profissional: Aptana Studio. O Aptana é um ótimo editor, ao meu ver melhor que o Dreamweaver, com vários recursos interessantes que fazem bastante diferença conforme sua vida profissional avança, e os projetos tornam-se mais complexos. Além de possuir um ótimo editor de XHTML, CSS e JavaScript (bem superior ao do Dreamweaver), e você pode baixar plugins para trabalhar com outras linguagens: Phyton, Ruby e possui um servidor Ajax. E é gratuito.
Existem outros editores de PHP como PHP Editor, Notepad++, PHP Expert Editor, TSWebEditor, Maguma Studio etc. A decisão é por sua conta. Mas se eu fosse vocês ficaria com o Aptana…
VARIÁVEIS E CONSTANTES
Bem, vamos começar a escrever código PHP!!!! O PHP é uma linguagem a ser embutida em código HTML, ou seja, no servidor misturamos código HTML e PHP numa mesma página. O PHP será interpretado e gerará código HTML, e somente HTML será enviado para o browser. Essa é a lógica de funcionamento dum servidor web. Bem, o HTML funciona na base de etiquetas (tags). E o PHP? Bem, o PHP é uma linguagem de scripts e para ser interpretado corretamente pelo servidor, seus códigos precisam estar entre delimitadores. Veja os delimitadores em funcionamento:
1 2 3 4 | <?php //Tudo o que estiver entre "<?php" e "?>" será interpretado como código PHP a ser processado pelo servidor echo "Oi Mundo!"; ?> |
Legal, onde escrever os scripts já sabemos. Agora, como declarar variáveis em PHP? É um procedimento bem simples. Basta escrever $nome_da_variavel = valor. As variáveis em PHP iniciam com um sinal de $, seguido do nome da variável. A nomenclatura de variáveis em PHP segue o padrão de outras linguagens: deve iniciar com letras, não aceita espaços etc. Use sempre nomes sugestivos para as variáveis, evitando futuras dores de cabeça seja no desenvolvimento do aplicativo ou na manutenção do mesmo. Veja o código abaixo:
1 2 3 4 5 6 7 | <?php $nome = "Jonas da Silva"; $emprego = "Estagiário Desenvolvimento"; $salario = 450.00; $idade = 17; $maiorIdade = false; ?> |
Repararam que todas as variáveis tem nomes claros, que as distinguem de qualquer outra variável do programa? Fica bem mais fácil trabalhar desse jeito. Algumas regras básicas para nomenclatura de variáveis: não use números no início das variáveis, espaços em branco e caracteres especiais; coloque nomes claros e sugestivos, com menos de doze caracteres (legibilidade de código); busque usar letras minúsculas, palavras separadas por “_” ou somente a primeira letra de cada palavra em maiúsculo, se a variável for composta por mais de uma palavra.
Além de variáveis o PHP nos permite trabalhar com CONSTANTES (espaços na memória cujo valor não muda durante a execução do programa, ao contrário das variáveis que possuem valores voláteis). Para usar constantes no PHP precisaremos da função define(”NOME_DA_CONSTANTE”, “Valor_da_Constante”). Escrevemos constantes normalmente em caixa alta. Outro fato importante: os nomes das constantes NÃO são precedidos de $, como nas variáveis. Veja um exemplo de declaração de constantes:
1 2 3 4 | <?php define ("CPMF", 0.05); define ("LITRO_GASOLINA", 2.37); ?> |
É importante que vocês saibam: o PHP é case-sensitive. Ou seja, diferencia letras maiúsculas de minúsculas. Isso quer dizer o que? Na prática é assim: $nome e $Nome não são a mesma coisa. São variáveis completamente diferentes… Se você declara $nome e manda imprimir $Nome, acontecerá um erro, pois $Nome ainda não existe… É preciso ter muito cuidado, pois nomes de funções, variáveis, arrays, constantes etc., todos seguem a mesma regra: há diferença entre caixa alta e baixa. Muita gente se esquece desse pequeno detalhe e gasta horas até descobrir onde está o erro…
Existem casos onde precisaremos de variáveis cujo nome seja modificável em função de uma dada situação. É o que chamamos de variable variables (variáveis variantes). Nada mais é do que usar o conteúdo de uma variável A como nome de uma variável B. Ou seja, se $A = “teste”, a variável B se chamará $teste. Legal né? Na verdade é muito útil em uma série de situações. Vocês verão conforme programarem seus primeiros projetos… Tá, e como usamos variáveis variantes? Simples: basta usar dois $$. Veja o código:
1 2 3 4 5 | <?php $a = "mensagem"; $$a = "Oi mundo, estou usando variáveis variantes"; echo $mensagem; //O valor impresso será: Oi mundo, estou usando variáveis variantes ?> |
Outra coisa importante: quando atribuímos um valor de uma variável “$a” à “$b”, criamos um segundo espaço na memória, onde $b é uma variável independente, ainda que possua o mesmo valor de $a, qualquer modificação em $b não alterará em nada o valor de $a. Veja o código a seguir:
1 2 3 4 5 6 7 8 | <?php $a = "Diego"; $b = $a; $b = "Maria"; echo $a; //imprime Diego echo "<br />"; echo $b; //imprime Maria - ou seja, qualquer alteração em $b não modifica $a, apesar de termos igualado seus valores na linha 3 ?> |
E se quisermos relacionar $a e $b de forma que, qualquer mudança em $b reflita em $a, e vice-versa? Ou seja, se eu quiser relacionar as duas variáveis ao mesmo espaço de memória (variáveis são espaços de memória)? É simples, basta adicionar um & antes de atribuir $a à $b. Veja como ficaria o código:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 | <?php $a = "Diego"; $b = &$a; $b = "Maria"; echo $a; //imprime Maria echo "<br />"; echo $b; //imprime Maria - ou seja, qualquer alteração em $b reflete $a, e vice-versa $a = "João"; echo $a; //imprime João echo "<br />"; echo $b; //imprime João ?> |
IMPRIMINDO DADOS NA TELA
O PHP possui uma série de comandos de saída de dados, ou seja, para imprimir conteúdo na tela do usuário. O primeiro deles você já viu nos códigos acima: é o comando “echo”. Esse comando imprime o conteúdo de uma ou várias constantes e variáveis na tela do usuário. Usamos “echo” praticamente em todas as vezes que precisamos imprimir conteúdo na tela. Veja o código abaixo:
1 2 3 4 5 6 7 | <?php $nome = "Diego Marques"; echo "Seu nome é ", $nome, ".<br />"; echo 5; define ("CPMF", 0.05); echo "A CPMF é de ", CPMF; ?> |
Podemos imprimir strings na tela do usuário com a função print(). Veja o código:
1 2 3 4 5 | <?php $nome = "Diego Marques"; print($nome); print("<p>Seja bem vindo!</p>"); ?> |
A função var_dump() apresenta o conteúdo de uma variável de forma detalhada, apresentando o tipo e o valor da variável. No caso da análise de um array ou objeto, a função imprimirá todas as posições ou atributos, de forma organizada e alinhada. Veja um exemplo:
1 2 3 4 5 6 7 8 | <?php $nome = "Diego"; var_dump($nome); $sobrenome = " Marques"; var_dump($nome, $sobrenome); $nomes = array("Huguinho", "Zezinho", "Luisinho"); var_dump($nomes); ?> |
A função print_r() possui um comportamento idêntico ao de var_dump: exibir o conteúdo de uma variável de forma detalhada. O único diferencial é: print_r() apresenta o conteúdo em um formato com maior legibilidade, facilitando o trabalho em certos casos. Veja o código abaixo:
1 2 3 4 5 6 7 8 | <?php $nome = "Diego"; print_r($nome); $sobrenome = " Marques"; print_r($nome, $sobrenome); $nomes = array("Huguinho", "Zezinho", "Luisinho"); print_r($nomes); ?> |
Tanto var_dump() quando print_r() são funções extremamente úteis para debug de código, uma vez que detalham o conteúdo de variáveis para o programador.
COMENTÁRIOS
Assim como em qualquer outra linguagem o PHP admite o uso de comentários, seções do código que não serão interpretadas pelo servidor web, permitindo que o programador faça anotações no próprio código. É importante realizar comentários no código indicando funcionalidades, início e fim de seções, explicações de scripts etc., para que você não se perca em seu script, e facilite o trabalho de futuras manutenções. Veja o código abaixo:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 | <?php //Esse é um comentário de uma linha no PHP. Todo o conteúdo escrito nessa linha não será interpretado pelo servidor /* Esse é o comentários de várias linhas no PHP. Todo o conteúdo escrito entre os delimitadores não será interpretado pelo servidor. */ ?> |